“Hoje tenho uma visão mais ampla da vida. A partir da percepção do meu corpo, tendo vivido experiências novas: sinto a minha pulsação; sinto que estou ficando mais alto e com mais espaço no peito; passei a respirar melhor e a conhecer a minha ordem muscular. Estou observando que os exercícios somáticos elevam minha auto-estima. Estou descobrindo como posso usar o meu corpo desperto e atento para ser buscador do meu caminho.”
Rodolfo, (nome fictício) 18 anos, 2º grau completo e estudante de curso para concurso, segundo de uma família de dois filhos
“Aprendo a cada dia a reconhecer e usar a inteireza de meu corpo vivo, que antes o percebia em partes separadas: só a cabeça doendo, só o peito em agonia, só o estômago queimando. Os membros superiores e inferiores não existiam. Aos poucos fui sendo ajudada a falar dessas sensações e do extremo medo. Comecei a aprender como fazer e desfazer determinadas posturas habituais, que me traziam dores e agonia do pânico ou da depressão. Organizei “uma forma nova”: criei pele, contorno, interioridade e superfície, limites, ritmo, possibilidade de ser quem sou hoje e ser as outras “mulheres” que estão crescendo em mim. Passei a sentir os ossos, os músculos e os órgãos (mesmo com dor), que se expressam em comunhão com meu cérebro... Sustento hoje com muito esforço o meu corpo cheio e pesado e tento descobrir recursos para regular a compulsão por alimento doce. Não sou mais passiva, ficando à mercê das emoções que me afrontavam, da insônia constante à noite, da sonolência incontrolável pela manhã, da falta de futuro, da ira incontida...
Fui-me motivando: passei a acompanhar o meu filho em suas tarefas e escolhas, tornando-me uma mãe mais educadora; aproximei-me com harmonia da doença e da morte do meu pai; recebi com alegria o meu primeiro sobrinho, que nasceu; administro todos os dias a raiva e a dor da separação.
Venho cuidando com toda atenção da minha vida pessoal - separação e divórcio, mudança de casa com venda e compra de imóvel e administração de obra. Venho trabalhando para diminuir o peso e conter a compulsão. Concluí o mestrado, apresentei trabalhos em congressos, comecei a ministrar aulas em Universidade, fui aprovada para o Doutorado,... Tudo ainda é feito com muito esforço. Oscilo entre tranqüilidade e até desespero lutando contra o medo avassalador ou tornando-o aliado. Estou aprendendo a poder viver bem e viver o poder que existe em mim. Os exercícios do método formativo me põem diante de uma agenda estruturada que me ajudam a decidir tomar o novo rumo.
Melânia, (nome fictício) 45 anos, recém-descasada, mãe de um adolescente, profissional pós-graduada
“Já vivenciei alguns trabalhos terapêuticos: análise freudiana tradicional por 10 anos, no período da adolescência e mais tarde outras terapias menos convencionais por menores períodos, em momentos específicos como o nascimento do meu filho e a minha separação. Hoje estou no processo formativo há dois anos e recebo benefícios que me têm levado a conseguir resultados importantes na minha vida pessoal e no direcionamento profissional.
Vivencio uma parceria terapêutica, reconhecendo a construção de mim mesma como se eu, arquiteta, que de fato sou, participasse com o terreno e o projeto e a terapeuta acolhesse e reconhecesse comigo os "materiais", que disponho no meu corpo e explorasse as melhores estratégias para organizar minhas sensações, emoções e sentimentos . E como sei que a arquitetura produz obra de arte, estou comprometendo-me cada vez mais com a minha vida familiar e profissional.”
Sylvia, (nome fictício), 46 anos, divorciada, mãe de dois filhos adolescentes, arquiteta autônoma
"Considero incrível o trabalho terapêutico de abordagem somática. É incontestavelmente suave e seguro o modo pelo qual eu vou me dando conta de quem sou, através dos acontecimentos que ocorrem no meu corpo. Antes eu não tinha a compreensão dos sentimentos e dos comportamentos como experiências do meu corpo.
Quando iniciei o trabalho estava completamente paralisada sem saber mais como viver. Cuidadosamente fui acolhida na minha dor e comecei a identificar o sentido do como eu fazia comigo mesma e com os outros. Reconheci, que os comportamentos, que eu mesma associava aos de uma “marionete”, referiam-se à minha incapacidade de criar uma resposta mais madura para a minha dor.
Tenho aprendido sobre a existência da forma, da intensidade e do ritmo do meu corpo, agindo no mundo, e venho me tornando a autora do meu futuro. É assim que o apoio, a generosidade e mais do que tudo a fé no trabalho comigo mesma vêm gerando minhas transformações."
Esmeralda (nome fictício), 45 anos, viúva, mãe de um adolescente, administradora de empresas
Workshop terapêutico-educativo sobre Consciência Sensorial
Segundo módulo do treinamento profissional em Psicologia Formativa
Primeiro módulo de mais um treinamento profissional em Psicologia Formativa
Primeiro módulo do nível Intermediário da formação em Experiência Somática – SE

Lilian Brandão de Abreu - Nutricionista
Graduada em 2003 em Nutrição pela Universidade Santa Úrsula – RJ. Pós-graduada em Nutrição Esportiva Funcional pelo Centro Valéria Pascoal de Educação, em São Paulo. Faz atendimento clínico em domicílio e consultório para praticantes de atividade física, atletas, indivíduos com obesidade, diabetes 1 e 2, hipertensão arterial e outros.